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Mercado Hoje (16/03): Bolsa respira, mas o cenário não mudou

A reação do mercado hoje foi positiva, mas com a MME8 abaixo da MME20, a tendência de queda, por enquanto, segue intacta.

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Por Rumos da Bolsa

O mercado hoje encerrou em alta de aproximadamente 1,25%, aos 179.875 pontos, em um pregão de recuperação técnica após as perdas da última semana. O movimento foi favorecido pelo recuo do petróleo e por sinais de distensão no Estreito de Ormuz — mas não representa virada de tendência. Com as médias móveis exponenciais de 8 e 20 períodos já cruzadas para baixo, a MME8 passa a ser a principal resistência móvel do índice: enquanto os candles não fecharem consistentemente acima dela, qualquer reação é apenas alívio dentro de uma estrutura baixista.

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O catalisador do dia foi o recuo do petróleo: o WTI fechou em queda de mais de 4%, a US$ 92,70, e o Brent caiu 2,70%, a US$ 100,35 — ainda em território elevado, mas longe das máximas recentes. O alívio veio após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sinalizar que Washington não vê problema na passagem de navios iranianos, indianos e chineses pelo Estreito de Ormuz por enquanto. Isso trouxe fôlego ao mercado, mas o conflito segue em aberto — e os principais aliados dos EUA, como Alemanha, França e Japão, já deixaram claro que não enviarão apoio militar à região.

No Brasil, o IBC-Br avançou 0,8% em janeiro, ligeiramente abaixo do esperado, sinalizando desaceleração à frente com a Selic em patamar restritivo. O Focus elevou as projeções de inflação e Selic para 2026, mas reduziu a estimativa para o dólar pela quarta semana consecutiva.

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Destaques do pregão do Mercado Hoje

No campo corporativo, o destaque do dia ficou com a Embraer (EMBJ3), que liderou as altas do índice com valorização de 4,20%, sendo o segundo ativo mais negociado do pregão. A Petrobras também contribuiu bem, com PETR4 subindo 2,04% — movimento que pode parecer paradoxal diante da queda do petróleo, mas que reflete a melhora generalizada do sentimento no exterior. Os bancos andaram em bloco: ITUB4 (+1,42%), SANB11 (+0,79%), BBDC4 (+0,05%) e BBAS3 (+0,38%).

Maiores altas

Na ponta positiva, o destaque ficou para a RAIZ4, que disparou 11,11% na sessão — maior alta do índice no pregão e movimento que chama atenção pela magnitude num dia de recuperação moderada. CSNA3 subiu 5,42% e MGLU3 avançou 5,35%, com o varejo e o setor de siderurgia encontrando fôlego junto com a melhora do sentimento externo. EMBJ3 ganhou 4,20%, sustentando a força que já vinha apresentando nas últimas sessões, e BRAV3 fechou com alta de 4,08%, acompanhando a recuperação das petro juniores no dia.

Maiores baixas

No campo negativo, o pregão foi bastante comportado — nenhuma queda de grande magnitude, o que por si só já diz algo sobre o humor do mercado hoje. A PSSA3 liderou as perdas com recuo de 4,00%, num movimento isolado que destoa do tom geral da sessão. RADL3 cedeu 0,93% e UGPA3 recuou 0,69%, ambas pressionadas por fatores setoriais. WEGE3 (-0,52%) e BBSE3 (-0,49%) completaram as maiores baixas — perdas residuais que não chegam a preocupar tecnicamente.

Análise Técnica: O que observar nos próximos dias

A alta de hoje precisa ser lida com cautela. O Ibovespa se recuperou da região dos 177k para fechar na faixa dos 180k, mas o movimento não altera a estrutura técnica vigente. Com as médias cruzadas para baixo, a MME8 passa a ser a principal resistência móvel do índice — e o candle de hoje ainda não teve força suficiente para superá-la. Enquanto isso não acontecer, qualquer reação é apenas alívio dentro de uma tendência de baixa preservada.

O suporte semanal na faixa de 176-178k segue como nível decisivo abaixo. E a tese de 193k como topo do ano permanece intacta enquanto o índice não mostrar fechamentos consistentes acima da MME8 com as médias voltando a inclinar para cima novamente.

Mercado hoje — gráfico diário com setup de baixa acionado e MME8 como resistência
Após o acionamento do setup de baixa, a MME8 (média verde) passa a ser a principal resistência móvel do Ibovespa

Análise Bitcoin

O Bitcoin segue evoluindo e brigando com a faixa dos US$ 74.000, zona de resistência que tem freado o avanço nas últimas duas semanas. O movimento de hoje foi impulsionado principalmente por liquidações de posições vendidas — US$ 284,9 milhões em shorts liquidados nas últimas 24 horas, representando 83% do total de liquidações no período.

A pergunta que fica: é reversão ou armadilha? A reunião do Fed nos dias 17 e 18 de março será determinante — o gráfico de pontos e a coletiva de Powell vão definir se as expectativas por cortes de juros sobrevivem ou são eliminadas. Enquanto o BTC não consolidar acima dos 74-75k em fechamento diário, o viés estrutural permanece indefinido. Vale mencionar que um sinal técnico no gráfico semanal pode representar um obstáculo adicional para a evolução do preço — amanhã detalhamos melhor esse ponto.

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