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Mercado Hoje (03/03): a grande queda começou ou é só um susto?

Índice atinge projeção em 193k e inicia forte correção. Coincidência… ou apenas cumprindo o que já estava desenhado para o mercado hoje?

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Por Rumos da Bolsa

O mercado hoje abriu sob forte pressão, com o índice recuando em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio — os ataques dos EUA e Israel ao Irã elevaram os preços do petróleo e derrubaram bolsas ao redor do mundo, espalhando um clima de aversão ao risco nos mercados globais.

A pergunta que não quer calar é… o gráfico já sabia?

Na semana passada, o Ibovespa atingiu a região dos 193 mil pontos — a região que identificamos desde o final do ano passado que teria alto potencial a ser um topo utilizando a projeção por Fibonacci. Hoje, chegou uma forte correção. O Irã entrou em cena como narrativa. Mas a pergunta que fica é: a queda começou por causa das manchetes… ou o gráfico já estava preparado para isso?

Essa correção é apenas um susto pontual — ou estamos diante do início de uma grande queda que já esperávamos? E se for o início… como é que uma guerra no Oriente Médio “coincidiu” exatamente com o patamar que identificamos meses atrás? O mercado encontrou o pretexto perfeito na hora certa — ou sempre foi assim que o roteiro funcionou?

Estamos dentro da Matrix? 🤔

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Destaques do pregão do Mercado Hoje

No pregão desta terça-feira (3), o IBOV abriu sob forte pressão, com o índice futuro chegando a recuar mais de 2% logo na abertura, refletindo o clima de aversão ao risco que se alastrou pelos mercados globais. O pano de fundo foi a escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou as cotações do Brent em mais de 7% — impulsionando as ações do setor de petróleo como PETR3, PETR4 e PRIO3, que lideraram as altas do pregão anterior e seguiram no radar dos investidores.

No campo macroeconômico, o destaque ficou com a divulgação do PIB do Brasil, que avançou 2,3% em 2025 e subiu 0,1% no 4º trimestre — resultado em linha com o esperado pelo mercado, mas que não foi suficiente para segurar o humor negativo diante das turbulências externas. O setor de mineração e bancos operou de forma mais pressionada ao longo do dia, enquanto as commodities energéticas dominaram o movimento de alta na bolsa.

Maiores altas

O pregão desta terça-feira (3) foi extremamente difícil para os touros — das ações que compõem o mercado hoje, apenas dois papéis conseguiram fechar no campo positivo. RAIZ4 liderou os ganhos do dia, avançando 6,15%, enquanto BRKM5 fechou em alta de 3,24% — curiosamente, o mesmo papel que havia liderado as perdas no pregão anterior, mostrando uma rápida virada de humor para o ativo.

Maiores baixas

Na ponta negativa, as quedas foram pesadas e generalizadas, refletindo o forte clima de aversão ao risco que dominou os mercados globais. PCAR3 liderou as perdas com uma queda brutal de 17,78%, pressionada pelo rebaixamento da Fitch de “A” para “CCC” e pelas preocupações com cerca de R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo em 2026. Na sequência, YDUQ3 recuou 6,99%, ASAI3 caiu 6,49%, CSNA3 cedeu 6,06% e BPAC11 fechou em baixa de 5,86%.

Vale destacar ainda que, fora da composição do Ibovespa, KEPL3 também chamou atenção com queda superior a 13%, após o fracasso da negociação de venda da companhia para a norte-americana Grain & Protein Technologies.

Dólar, juros e ambiente macro

O dólar comercial operou em forte alta nesta terça-feira, com o dólar futuro abrindo com valorização de 1,33%, cotado acima de R$ 5,28, acompanhando o movimento global de aversão ao risco diante da escalada das tensões geopolíticas no Irã e no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz pelas tropas iranianas e o consequente disparo do Brent — que avançou mais de 7% — alimentaram o apetite dos investidores pelo dólar como moeda de proteção, pressionando o câmbio doméstico.

Os juros futuros abriram o dia com altas generalizadas por toda a curva, sugerindo que o mercado está precificando maiores riscos de inflação e impacto externo no cenário doméstico.

O que observar nos próximos dias

O IBOV perdeu hoje o suporte da MME8 diária — referência que vinha sustentando o movimento de alta nas últimas semanas — e, com a forte queda do pregão, o índice migrou para a região da MME20 diária, que passa a ser o suporte imediato a ser observado nas próximas sessões.

Do ponto de vista técnico, essa média móvel exponencial de vinte períodos ainda tem potencial para segurar o preço e proporcionar alguma recuperação nos próximos pregões. Não é incomum ver o mercado buscar um respiro após se apoiar nessa região, especialmente quando o movimento de queda foi rápido e intenso como o de hoje.

Porém, o que realmente chama a atenção — e acende um alerta importante — é o fato de o Ibovespa ter atingido semana passada a região dos 193 mil pontos, exatamente onde identificamos uma projeção de longo prazo por Fibonacci com alto potencial de ser um topo. Quando um alvo técnico dessa magnitude é atingido e, na sequência, o mercado entrega uma queda forte e rápida, o sinal merece respeito.

Alerta do Ibovespa hoje na região dos 193 mil pontos — gráfico com sinal de perigo indicando possível topo por projeção de Fibonacci
O alerta foi dado: Ibovespa na região dos 193k e o gráfico pedindo atenção máxima.

Em outras palavras: a MME20 diária pode até tentar segurar o índice no curto prazo — mas não descartamos a possibilidade de já estarmos entrando na grande queda que aguardávamos. O comportamento do mercado nos próximos pregões será decisivo para confirmar ou afastar esse cenário.

Fique atento. O gráfico está falando.

Análise Bitcoin

Gráfico semanal e diário do Bitcoin mostrando suporte na MME200 semanal e candle de definição no gráfico diário com cenários A e B, ou seja, nesse nosso boletim do Ibovespa Hoje, nos parece que tende a voltar a subir
Bitcoin na encruzilhada: MME200 semanal segura o preço enquanto o gráfico diário aguarda o candle de definição.

O Bitcoin aparentemente deve fechar o dia no zero a zero, em um movimento de acomodação que, do ponto de vista técnico, merece atenção redobrada. O ativo segue respeitando a MME200 semanal, região que vem atuando como um forte suporte de longo prazo e que, até o momento, tem sustentado o preço mesmo diante das fortes pressões recentes. Em estruturas altistas de médio e longo prazo, esse comportamento costuma ser relevante para a preservação do viés positivo.

O candle de ontem, no entanto, acende um alerta: trata-se de um candle de decisão, e o que se formar hoje ou amanhã pode definir o rumo da cripto nos próximos dias. Dois cenários estão sobre a mesa:

  • Na formação A, o preço volta a pressionar as médias sem conseguir sustentação, o que tenderia a acelerar a queda e colocar em risco o suporte da MME200 semanal — um nível que, se perdido, mudaria o viés do ativo no médio prazo.
  • Já na formação B — que consideramos o cenário mais provável — o Bitcoin conseguiria virar as médias diárias, retomando força gradualmente e abrindo espaço para uma nova tentativa de avanço em direção à região dos US$ 88 mil, onde está localizada a MME20 semanal e que passa a ser o principal alvo técnico a ser observado nas próximas semanas.

O comportamento recente sugere um processo de estabilização após correções, com o fluxo comprador ensaiando melhora. O cenário segue indefinido— mas o mercado pedirá confirmação nos próximos candles.

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