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Fibonacci: Análise de OIBR4 Sinaliza Potencial de Reversão?

A projeção de Fibonacci na Análise de OIBR4 aponta para o fim do ciclo de queda de 17 anos. Entenda o potencial de reversão de longo prazo

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Por Rumos da Bolsa

Toda a turbulência ocorrida em OIBR4 durante o mês de novembro fez o papel chegar em um patamar de projeção de Fibonacci que poderia ser interpretado como candidato a fundo de longo prazo. Nesta análise de OIBR4, avaliaremos uma possibilidade bastante arriscada e remota, mas que não pode ser descartada: um possível final de ciclo de queda com reversão nos próximos meses.

Contexto Histórico: A Saga de OIBR4

A trajetória de OIBR4 representa um dos casos mais turbulentos do mercado brasileiro. Desde a primeira recuperação judicial em 2016, com passivo superior a R$ 65 bilhões, a empresa vendeu suas operações móveis e a rede de fibra óptica, entrando novamente em recuperação em 2023. As ações OIBR4 acumularam desvalorização de aproximadamente 99% desde 2016, devastando investidores e transformando o papel em um dos ativos mais especulativos da B3.

Nesse cenário já conturbado, novembro de 2025 marcou extrema volatilidade para OIBR4. No dia 10, a Justiça decretou falência da companhia, levando à suspensão das negociações dos papéis na B3. Apenas quatro dias depois, o TJRJ reverteu a decisão através de liminar, retornando a empresa à recuperação judicial. Com a reabertura dos negócios na sexta 14, as ações saltaram 79% intraday. Paralelamente, a PIMCO alienou parte de sua participação, mantendo 29,97% do capital.

Metodologia: Entendendo as Projeções de Fibonacci

Antes de avaliarmos a projeção específica de OIBR4, é fundamental entendermos a metodologia por trás dessa análise. A seguir, apresentaremos casos práticos já abordados neste artigo sobre o mercado brasileiro, onde essa técnica sinalizou corretamente pontos de reversão em diferentes ciclos, validando o padrão que identificamos em OIBR4.

A ideia principal dessa forma de projeção consiste em identificar um fundo marcante no gráfico e traçar a ferramenta de Fibonacci posicionando o 0% nesse ponto inicial. Em seguida, alinhamos o patamar de 61,8% a um topo intermediário significativo, projetando assim o nível de 100% como alvo final do movimento de alta.

Metodologia Adaptada: Ciclos que Terminam em 100%

Na análise técnica tradicional, este tipo de projeção utiliza os patamares de 0%, 100% e 161,8%. Porém, desenvolvemos uma adaptação na metodologia Rumos da Bolsa, trabalhando com os níveis de 0%, 61,8% e 100%. Matematicamente, não há diferença entre as duas abordagens — trata-se apenas de uma reconfiguração proporcional da escala.

Optamos por essa adaptação para que os ciclos sempre culminem no patamar de 100%, tornando a visualização mais intuitiva e facilitando a identificação do ponto de exaustão do movimento. Essa padronização nos permite comunicar de forma mais clara que “o ciclo se completou” quando o preço atinge os 100%.

Identificando Pontos de Inflexão

Nos exemplos que apresentaremos a seguir, todos representam movimentos de alta onde buscamos identificar o ponto de inflexão — ou seja, o momento em que a tendência de alta se esgota ao atingir a região dos 100%, sinalizando o início de um novo ciclo de queda. Essa metodologia nos permite antecipar possíveis reversões de tendência com base em níveis técnicos objetivos e matematicamente calculados.

Exemplo 1: PETR4

Gráfico da PETR4 (Petrobras) com marcações de retração de Fibonacci, mostrando o preço atingindo o nível de 100%, o que indica o fim do ciclo de alta e o início de uma correção.
PETR4: O ciclo de alta se encerrou após a ação atingir o nível de 100% de retração de Fibonacci.

Exemplo 2: SUZB3

Gráfico da SUZB3 em candles, mostrando a recuperação do preço até o nível de 100% de retração de Fibonacci e a reversão que marcou o fim do ciclo de alta da ação.
SUZB3: O toque no 100% de Fibonacci encerrou o ciclo de recuperação e deu início a uma forte correção.

Exemplo 3: TOTS3

Gráfico da TOTS3 em candles, mostrando a recuperação do preço até o nível de 100% de retração de Fibonacci e o forte movimento de correção que se seguiu, indicando o fim do ciclo de alta.
TOTS3: Atingir o nível de 100% de Fibonacci foi o ponto de reversão para o fim do ciclo de alta.

Análise de OIBR4: Aplicando a Projeção de Fibonacci

Os exemplos acima demonstram que esse tipo de ciclo de Fibonacci pode ocorrer em diferentes prazos operacionais. Nos casos apresentados, observamos ciclos com durações variadas: 10 meses em PETR4, 6 meses em SUZB3 e 3 meses em TOTS3. Essa metodologia se aplica tanto a movimentos de curto prazo, como em gráficos intraday, quanto a grandes ciclos que se estendem por anos — exatamente o que identificamos em OIBR4, que completou um ciclo de longo prazo após anos de queda devastadora.

Primeira Projeção: A Escalada até 2008

Gráfico mensal de OIBR4 mostrando uma projeção de ciclo de alta de 1998 a 2008 com retração de Fibonacci, onde o preço atinge o nível de 100%, sinalizando o fim do ciclo.
OIBR4: O grande ciclo de alta que se encerrou precisamente no nível de 100% de Fibonacci.

Ao observar o gráfico mensal nos últimos anos, identificamos um grande ciclo de alta entre 1998 e 2008 que segue perfeitamente os padrões apresentados. Aplicando a metodologia, marcamos o fundo de 1998 como 0% e traçamos o Fibonacci até alinhar o topo de 2004 com o patamar de 61,8%, projetando como alvo a região dos 7.500 — efetivamente atingida em 2008.

Esse valor pode parecer surpreendente, mas se justifica pelos sucessivos desdobramentos e agrupamentos realizados pela empresa ao longo dos anos, que alteraram a escala nominal sem modificar o valor real das ações. Após atingir essa projeção em 2008, o papel marcou seu topo histórico e iniciou o longo ciclo de queda que se estende até hoje.

O Longo Ciclo de Queda: 2008 até Hoje

Ao analisarmos o comportamento do papel desde 2008, não identificamos à primeira vista pontos técnicos claros que facilitariam a aplicação do Fibonacci para projetar o fim desse ciclo de queda superior a 15 anos. Podemos observar inclusive que o papel entrou em um verdadeiro limbo gráfico desde 2016, oscilando em patamares extremamente baixos sem definir fundos ou topos intermediários relevantes.

Gráfico mensal de OIBR4 mostrando o grande ciclo de queda da ação que começou após 2008, com o preço caindo drasticamente e se estabilizando em patamares baixos, ilustrando a tendência de baixa de longo prazo.
OIBR4: A visualização do preço da ação ao longo de mais de uma década, confirmando o grande ciclo de queda que se iniciou em 2008.

Em situações como essa, uma simples mudança na configuração gráfica pode revelar padrões ocultos — e foi exatamente isso que descobrimos. Ao alterarmos o mesmo gráfico para a escala logarítmica de preços, uma formação extremamente interessante se torna evidente, permitindo traçar o Fibonacci de forma precisa para identificar o possível fim desse grande ciclo de queda.

Gráfico mensal de OIBR4 em escala logarítmica, mostrando o longo e acentuado ciclo de queda da ação que se iniciou em 2008, proporcionando uma visão mais precisa das variações percentuais de preço.
OIBR4: A visualização do preço em escala logarítmica revela a verdadeira dimensão da queda histórica desde 2008.

Ao posicionarmos o topo histórico de 2008 como início do ciclo (0% do Fibonacci) e traçarmos a projeção até alinhar o fundo marcante de 2016 com o patamar de 61,8%, obtemos algo surpreendente: o alvo de 100% da projeção coincide precisamente com a região atingida pelo papel na última semana de novembro de 2025.

Análise de OIBR4 em escala logarítmica com projeção de Fibonacci, mostrando o longo ciclo de queda desde 2008, onde o nível de 0% está no topo e o nível de 100% marca o fundo atingido pela correção.
OIBR4: A projeção de Fibonacci em escala logarítmica demonstra a conclusão do ciclo de queda na marca de 100%.

E Agora, O Que Vem Por Aí?

A dinâmica natural do mercado consiste na alternância de ciclos de alta e baixa em todos os seus fractais. Seja em ciclos curtos de poucos dias ou em movimentos amplos de anos, existe uma tendência natural de alternância entre esses períodos. Em outras palavras, quando um ciclo de queda se completa, historicamente aumenta a probabilidade de início de um novo ciclo de alta — e é exatamente isso que a projeção de Fibonacci sugere para OIBR4.

Pior Cenário: Limbo Prolongado

É fundamental ressaltar que OIBR4 atravessa um momento extremamente delicado. O papel chegou a ter sua falência decretada, voltou à negociação dias depois, e certamente manterá volatilidade elevadíssima no curto prazo. Não há garantias de que a alternância de ciclos se concretizará — o papel pode muito bem permanecer nesse limbo gráfico por tempo indeterminado, oscilando sem direção definida enquanto a situação corporativa não se resolve.

Melhor Cenário: Reversão do Ciclo

Mesmo que OIBR4 inicie efetivamente um novo ciclo de recuperação superando toda essa turbulência, é crucial entender que esse processo não será rápido. Grandes ciclos demandam tempo proporcional para reverter: enquanto um ciclo em gráfico diário pode se consolidar em poucos dias, estamos analisando um timeframe mensal. Portanto, mesmo confirmando a reversão, o papel pode levar de dois a três meses ou mais consolidando a região de fundo antes de apresentar movimentos de alta consistentes.

Conclusão

Apesar de toda a turbulência — que incluiu uma breve decretação de falência e posterior reversão judicial — e do potencial de reversão técnica, é crucial reconhecer o risco extremo e a elevadíssima volatilidade que envolvem a OIBR4.

O papel opera em um cenário corporativo extremamente delicado e tem um histórico de passivos e recuperações judiciais. Portanto, caso resolva arriscar, o valor a ser investido neste ativo deve ser considerado um capital mínimo (o “capital de risco”) que o investidor estaria disposto a perder em sua totalidade. Isso se deve ao fato de que, diante da instabilidade jurídica e financeira, a empresa ainda pode voltar a ter suas negociações suspensas ou enfrentar novos impasses que anulem o potencial de recuperação.

Em resumo, a análise de Fibonacci aponta para uma oportunidade remota e altamente especulativa. Este é um trade de alto risco que deve ser executado com capital mínimo — aloque apenas o valor que você está disposto a perder totalmente. Entretanto, caso a reversão do ciclo se confirme conforme a projeção sugere, OIBR4 pode apresentar valorização expressiva ao longo dos próximos meses ou anos, justificando a aposta especulativa para quem aceita o risco.

Perguntas Frequentes

1. Por que OIBR4 caiu 99% desde 2008?

A queda devastadora desde o topo histórico de 2008 resulta de múltiplos fatores: duas recuperações judiciais (2016 e 2023), venda de ativos estratégicos como operações móveis para TIM/Vivo/Claro e rede de fibra para V.tal, passivo que chegou a superar R$ 65 bilhões, e recente decretação de falência em novembro de 2025 (posteriormente suspensa). O papel entrou em verdadeiro limbo gráfico desde 2016, oscilando em patamares extremamente baixos após anos de desvalorização contínua.

2. O que aconteceu com OIBR4 em novembro de 2025?

No dia 10 de novembro, a Justiça decretou falência da Oi apontando dívidas de R$ 1,7 bilhão, suspendendo as negociações na B3. Apenas quatro dias depois, em 14 de novembro, o TJRJ reverteu a decisão através de liminar, retornando a empresa à recuperação judicial. Com a reabertura, as ações saltaram 79% intraday, fechando com alta de 24% a R$ 3,02. Paralelamente, a PIMCO alienou parte de sua participação, mantendo 29,97% do capital.

3. OIBR4 vale a pena investir agora?

OIBR4 é um investimento de altíssimo risco. Apesar da projeção técnica de Fibonacci sugerir possível reversão de ciclo, a situação corporativa permanece extremamente frágil, com histórico recente de falência decretada e suspensa judicialmente. Do nosso ponto de vista, talvez até valha a pena arriscar uma posição especulativa, mas invista apenas aquela parcela mínima de capital que você aceitaria perder totalmente — lembrando que o papel pode voltar a ter suas negociações suspensas a qualquer momento. Adequado exclusivamente para investidores experientes que compreendem e aceitam o risco de perda total.

4. OIBR4 pode subir nos próximos meses?

A projeção de Fibonacci indica que o papel atingiu a região de 100%, historicamente associada a finais de ciclo. Quando um ciclo de queda se completa, aumenta a probabilidade de início de um novo ciclo de alta. No entanto, mesmo que a reversão se confirme, estamos analisando um timeframe mensal — o papel pode levar de dois a três meses ou mais consolidando a região de fundo antes de apresentar movimentos de alta consistentes.

5. OIBR4 pode ir à falência definitivamente?

Sim, o risco permanece real. Apesar da suspensão judicial que reverteu a falência em novembro de 2025, a empresa mantém dívidas bilionárias, incertezas jurídicas e situação operacional crítica. O papel pode permanecer em limbo gráfico por tempo indeterminado, oscilando sem direção definida enquanto a situação corporativa não se resolve. Não há garantias de que a recuperação judicial será bem-sucedida.

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